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Tanabata
No céu estrelado de uma noite de verão, é possível avistar duas estrelas, em lados opostos: Altair e Vega. Dizem que estas duas estrelas foram, há muito tempo, um homem e uma mulher, que agora só se encontram uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês, 7 de julho. A lenda conta a história da paixão entre a princesa celestial TANABATA e um homem da Terra, MIKERAN. É a estória de um grande amor que teve que vencer muitos obstáculos, muitos desafios e que é simbolizada hoje numa das mais belas festividades japonesas, a Festa de Tanabata, onde são feitos pedidos (que são pendurados em uma árvore) para essas duas estrelas.
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Kaguya Hime
A princesa radiante do reino da lua renasce na terra dentro de um bambu para a felicidade de um casal de velhinhos que não pode ter filhos. Ela traz, além do amor, muito dinheiro para eles. A menina cresce muito rápido e logo desperta paixões entre os príncipes da terra que vêm pedir sua mão.
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No entanto ela dá a eles tarefas impossíveis de se cumprir pois sabe que muito em breve deve voltar ao seu reino celeste. Sabe que aqui não é o seu lugar. Numa noite de lua cheia uma carruagem de luz vem buscá-la. .Antes de partir, ela presenteia os dois velhinhos com um pó mágico que lhes garante a vida eterna, mas eles, sem a filha, não desejam a vida eterna. Pegam todos os pertences de Kaguya Hime e vão ao alto de um monte e lá queimam esses pertences. Dizem que esse monte é o monte Fuji e que, até hoje, é possível ver uma fumacinha subindo, subindo.
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Moça Lua
Muito antigamente, só havia a noite e o dia. E a noite era tão escura (não havia nem lua nem estrelas) que deixava os homens assustados e aconchegados em suas casas, ao pé do fogo. Em toda a tribo, só uma índia não tinha medo da noite....
Assim começa a história da Moça Lua, uma índia branca corajosa que desperta inveja numa índia escura. Inveja que se transforma em ódio a ponto da índia escura pedir para que uma Cascavel morda a moça branca e acabe com sua coragem e beleza. Mas as coisas não saem como o planejado e a cobra que tenta morder a moça é surpreendida por um sapato feito de conchas do mar (presente do Boto) e quebra seus dentes. A índia branca pergunta para a cascavel por que ela queria mordê-la.
A cobra responde que havia sido a mando da índia escura que vivia muito infeliz por causa da coragem e beleza da índia branca. A índia branca começa então a chorar, pois não conseguia entender como despertava essa inveja e suas lágrimas, de tão leves, sobem para o céu criando as estrelas. Depois construiu uma escada enorme e pediu para que a coruja a ajudasse a chegar ao céu onde hoje, transformada em luz, habita sobre nuvens iluminando a noite de todos.
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Vitória Régia
Diz a lenda da Vitória Régia que os lagos amazônicos eram espelhos naturais do grande guerreiro da Lua. As cunhãs (índias).Ao vê-la refletida na água,sentiam inspiração para o amor. Subiam no alto da colina esperando pelo aparecimento da lua. Esperavam que, com o contato de sua luz, fossem transformadas em estrelas no céu. Um belo dia, uma linda cunhã resolveu que era chegado o momento de se transformar em estrela. Subiu na mais alta colina, esperando poder tocar a lua e assim concretizar o seu desejo. Ao chegar lá, viu a lua refletida na grande lagoa. Na ânsia de realizar seu sonho de amor a cunhã se atirou nas águas profundas do lago e nunca mais foi vista. A lua condoída com o infortúnio de tão
bela jovem e não podendo satisfazer seu desejo de levá-la para o céu, transformou-a em uma bela estrela das águas - a linda planta aquática que é a Vitória Régia, cuja beleza e perfume são inconfundíveis.
Além dessas quatro lendas principais, teremos outras tantas costurando a dramaturgia: a lenda da criação da noite, a lenda da lua e do sol se transformando em criança para brincar na terra, a lenda da paixão impossível do sol pela lua e da criação.
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